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Atestado Veterinário para Viagem: Avião e CVI

Atestado veterinário para viagem de cães e gatos: o que o CFMV exige, regras de avião e ônibus, prazos de validade e o papel do atestado no CVI do MAPA.

Atestado veterinário para viagem: o que escrever e quais prazos valem

O que o CFMV exige no atestado de saúde de cães e gatos, as regras de companhias aéreas e de ônibus, e o papel do veterinário particular no CVI do MAPA.

O atestado veterinário para viagem é o atestado sanitário, ou de saúde animal, que o médico-veterinário emite depois de examinar o cão ou o gato. Dentro do Brasil, ele acompanha a carteira de vacinação com a antirrábica válida; para o exterior, é a base do CVI, o certificado emitido pelo MAPA.

Abaixo: o que o CFMV pede no documento, o que muda no avião, no ônibus e no carro, o caminho do CVI e os erros que travam o embarque. Prazos de companhia e de país mudam; cada um aparece com a fonte.

O que é o atestado de saúde para viagem

Para o CFMV, o atestado sanitário ou de saúde animal é um documento escrito, sem rasuras ou emendas, datado, emitido e assinado privativamente por médico-veterinário para declarar o estado de saúde do animal (Resolução nº 1.321/2020, art. 2º, III). Atestar a sanidade é ato privativo da profissão (art. 4º).

Não é preciso cadastro no MAPA para emitir atestado de saúde de cães e gatos. Basta o registro no CRMV, segundo as perguntas frequentes do próprio ministério.

Ele também não é o CVI (Certificado Veterinário Internacional), documento oficial para viagens ao exterior.

O que o atestado precisa conter

A Resolução CFMV nº 1.321/2020 define o conteúdo mínimo dos documentos (art. 3º) e o que o atestado sanitário deve declarar (art. 5º). O modelo do Anexo I segue essa lógica. Os campos são:

Para avião, acrescente o que a companhia pede. A GOL quer que o atestado informe que o animal está apto para viajar em aeronaves e traga origem e pedigree, quando aplicável.

Sobre o formato: o atestado sanitário dispensa as duas vias exigidas de outros documentos (art. 3º, I), mas compõe o prontuário do paciente (art. 3º, caput). E só pode levar o logotipo do estabelecimento, sem propaganda (art. 3º, § 1º). Se você ainda trabalha no papel, os modelos grátis de prontuário e receituário ajudam a registrar o exame que sustenta o atestado.

Viagem dentro do Brasil

Para viajar com cão ou gato pelo país, o MAPA orienta levar a carteira de vacinação que comprove a antirrábica e um atestado de saúde emitido por veterinário registrado no CRMV. Se o atestado informar que a antirrábica está em dia, ele basta. O Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos atualizado pelo veterinário também é aceito.

Pela Portaria ANAC nº 17.476/SAS/2025, a companhia decide se transporta animais de estimação e, se transportar, informa desde a venda os documentos sanitários exigidos. Sem a comprovação, o embarque pode ser restringido. Prazo e idade, portanto, variam. Dois exemplos publicados:

Com validade de 10 dias contada da emissão, uma viagem mais longa pede atestado novo para a volta. E, se o responsável pedir calmante para o voo, confira a regra da companhia antes de prescrever.

Alguns destinos têm regra própria. A cartilha da GOL informa que é proibido levar cães e gatos para Fernando de Noronha, salvo autorização prévia da administração da ilha, e que Carajás exige autorização prévia do ICMBio.

Nas linhas interestaduais, a Resolução ANTT nº 6.033/2023 trata o transporte de animais como serviço acessório (art. 161). A empresa decide se oferece. Se oferecer, deve informar as espécies e características aceitas e os procedimentos para cada uma, conforme as normas dos órgãos responsáveis.

A resolução não fixa validade de atestado, peso ou tamanho de caixa: isso fica com cada empresa. Date o atestado pela regra publicada pela viação. A base sanitária continua a do MAPA.

No carro particular, a orientação do MAPA é a mesma: levar durante o deslocamento a carteira de vacinação com a antirrábica e o atestado de saúde.

Viagem internacional: o atestado como base do CVI

O CVI é expedido por Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Vigiagro. O veterinário particular entra antes: faz o exame clínico e preenche o atestado que embasa o certificado. Conferir as exigências do país de destino é obrigação do responsável.

O CVI eletrônico atende destinos como União Europeia, Estados Unidos, Japão, Grã-Bretanha, Canadá, México e países da América do Sul. O que muda para o veterinário:

Para os demais países, o CVI é presencial e o atestado segue o modelo específico do país. O MAPA recomenda procurar uma unidade do Vigiagro com, no mínimo, 60 dias de antecedência.

Prazos do CVI

Sorologia antirrábica e microchip

Sorologia e microchip dependem do destino. A União Europeia é o caso que mais exige planejamento. Pelas regras publicadas pela Comissão Europeia:

Somando os prazos, a primeira antirrábica precisa ser aplicada pelo menos 120 dias antes da emissão do CVI. Avise o responsável assim que ele mencionar a viagem.

O que é da companhia ou do país, e varia

O CFMV define o que o atestado contém. O resto depende de quem recebe o documento:

Peça ao responsável a página da companhia ou do país antes de datar o atestado.

Erros comuns no atestado para viagem

Regra prática: date o atestado pela regra mais curta entre a da companhia e a do destino, e confira o prazo da antirrábica no mesmo dia.

Atestado para viagem no AtendeVet

No AtendeVet, o atestado sai do prontuário com os dados do paciente e do responsável já preenchidos, a marca da clínica ou do profissional e assinatura digital. Depois, vai por link ao responsável.

O CFMV aceita documento eletrônico com sistema que garanta segurança, autenticidade, confidencialidade e integridade (art. 3º, § 2º). Ainda assim, confirme com o responsável se a companhia pede original. No CVI eletrônico, vale o atestado gerado na solicitação do MAPA.

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Perguntas sobre atestado para viagem

Perguntas frequentes

Qual a validade do atestado veterinário para viagem?
Não há prazo único: quem define é a companhia ou o país de destino. A GOL aceita o atestado por até 10 dias corridos a partir da emissão. Para o CVI, o MAPA pede atestado emitido no máximo 10 dias antes da emissão do certificado.
Precisa de atestado de saúde para viajar de carro ou ônibus com cachorro?
O MAPA orienta levar, em viagens dentro do Brasil, a carteira de vacinação com a antirrábica e um atestado de saúde de veterinário registrado no CRMV. No ônibus interestadual, a empresa ainda define as próprias regras para transportar animais (Resolução ANTT nº 6.033/2023, art. 161).
Qualquer veterinário pode emitir atestado para viagem?
Sim, desde que registrado no CRMV. O MAPA informa que não há cadastro no ministério para emitir atestado de saúde de cães e gatos. Para solicitar o CVI eletrônico, porém, o veterinário precisa se habilitar no gov.br.
O que é o CVI do MAPA?
É o Certificado Veterinário Internacional, exigido para levar cão ou gato ao exterior. Ele é expedido por Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Vigiagro, com base no atestado de saúde do veterinário particular e nas exigências do país de destino.
O atestado para viagem pode ser digital?
O CFMV aceita documentos eletrônicos quando o sistema garante segurança, autenticidade, confidencialidade e integridade (Resolução nº 1.321/2020, art. 3º, § 2º). Confirme antes com a companhia, que pode pedir original. No AtendeVet, o atestado sai com assinatura digital e vai por link ao responsável. Veja em laudos e documentos.
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